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O novo Bug do Milênio?

Depois de um tempo de ausência, volto para postar para vocês uma bela matéria sobre um grande problema que algumas empresas podem já estar sofrendo que é a falta de disponibilidade de um novo endereço IP oficial da versão IPv4.

Esse texto eu recebi por e-mail, através de um jornal interno  de TI da empresa que trabalho e solicitei a autorização do autor para disponibilizar pra vocês esse excelente material.

O autor chama-se Sergio Varga, certificado nas carreiras de IT Architect e IT Specialist e membro dos Boards de Certificação da IBM, com 25 anos de experiência em TI. É formado em Processamento de Dados e Administração pela PUC/RJ e Mestre em Tecnologia pelo CEFET/RJ.  Sérgio, muito obrigado pelo texto e pela autorização.


O novo Bug do Milênio?
A nova versão do protocolo IP (Internet Protocol) que vem a substituir a versão IPv4 atualmente vigente, será a IPv6. Esta mudança permitirá a conexão de cerca de 3,4x1038 endereços ao invés dos 4 bilhões de endereços suportados hoje. Conforme descreveu Luís Espínola no Mini Paper no 57 em Março de 2008, o fim acabou chegando mesmo antes de 2012, pois em Fevereiro de 2011 os últimos blocos livres de endereçamento IPv4 foram alocados pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA).   
Isso significa que qualquer instituição que necessite de um novo endereço IP oficial, conseguirá somente com um dos cinco orgãos regionais que, porventura, ainda detenham endereços disponíveis. Ao término dessa reserva, as empresas terão que buscar alternativas tais como outsourcing, colocation (hospedagem de computadores em outra empresa), etc.

Há quem fale que esse será o novo bug do milênio. Os profissionais de TI que estavam no mercado de trabalho antes de 2000 devem se lembrar do frisson que ocorreu nos últimos anos antes da virada do ano 2000, em especial no final de 1999. Na maioria dos sistemas, o ano era codificado com dois dígitos e isso poderia causar grandes problemas naqueles que utilizavam datas para efetuar cálculos. Por exemplo subtrair 99 de 00 era obviamente diferente de subtrair 1999 de 2000. Logo, foi necessário aumentar o campo “ano” para quatro dígitos, o que causou muita correria para alterar os sistemas legados. No final das contas não se soube de grandes problemas ocorridos após aquele tão esperado Reveillón

Mas o que está acontecendo hoje? Temos praticamente toda a Internet utilizando IPv4 e sem a possibilidade de crescimento no seu atual espaço de endereçamento. Logo, torna-se necessário começar efetivamente a migração para o IPv6. Segundo o levantamento efetuado pela ARBOR Networks, o volume de tráfego IPv6 em 2008 foi de 0,0026% do total e no ano seguinte ainda se manteve nessa ordem. Ainda existem milhares de aplicações que utilizam o IPv4, mas por outro lado, as grandes empresas já estão disponibilizando produtos compatíveis com IPv6. Como ficam então os programas, aplicativos, sistemas e websites que ainda não suportam o protocolo IPv6? Visualiza-se uma enorme oportunidade para serviços, venda de hardware e software, consultoria, desenvolvimento e treinamento para apoiar as empresas que necessitarão adequar suas aplicações ao novo protocolo. Não podemos nos esquecer ainda do potencial que essa conversão trará, pois todo equipamento que suporte o protocolo IP, tais como celulares, televisões, computadores, eletrônicos, gadgets e o que mais se imaginar precisará utilizar o novo protocolo. Abre-se então um leque inimaginável de oportunidades. 

Uma boa saída seria converter as aplicações para o IPv6 através de formas alternativas, utilizando-se de recursos tais como proxies,gateways e NAT (Network Address Translation), mapeando endereços inválidos para endereços oficiais, no entanto isso implicaria em uma possível perda de desempenho das aplicações, causada pela criação de hops adicionais de tráfego. O

IPv4 durou cerca de 30 anos e, por enquanto, não se consegue nem pensar que algum problema de esgotamento venha a ocorrer com o IPv6, pois, nesse caso, mesmo se cada um dos 7 bilhões de habitantes da Terra tivessem 50 dispositivos com acesso à Internet, ainda seria possível o endereçamento. Mas, no ritmo do avanço tecnológico, não seria surpresa se daqui a 80 anos, por exemplo, os endereços voltarem a se esgotar. 

Diferente do bug do ano 2000, a adoção do protocolo IPv6 é um problema menos crítico pois, aparentemente, há tempo suficiente para a migração. É provável que os setores de entretenimento e marketing venham a impulsionar essa mudança, pois são os que necessitam atingir grandes volumes de consumidores e o Ipv6 poderá ser uma solução para agilizar esse processo. 


Erro de certificado de segurança inválido (ou certificado vencido) no Mozilla Firefox

Ontem, sábado dia 22/10/2011 a minha amiga e grande médica Dra. Marialva Bastos me procurou com um problema no seu notebook. O erro era semelhante ao descrito abaixo em negrito e ocorria quando ela tentava acessar sites como Hotmail, Facebook, Banco Itaú e até mesmo o Google através do Mozilla Firefox. 

Constatei que ao tentar acessar os sites através do Internet Explorer este erro não acontecia. 

Observe o erro:

O servidor login.live.com usa um certificado de segurança inválido.
A validade do certificado venceu em 1/1/2011 04:29.

(Código do erro: sec_error_expired_certificate)

A solução para esse problema é simples. Ajuste a data e hora do sistema que estão erradas.

Neste caso, verifiquei que o notebook dela está com problemas na bateria da placa-mãe, logo, toda vez que ela desliga o equipamento, a data e hora do sistema ficam desajustadas. Expliquei a ela que, enquanto não trocar esta bateria, toda vez que ela ligar o notebook ela deverá ajustar a data e hora do sistema para evitar este erro no acesso à sites pelo Mozilla Firefox.

Espero ter ajudado.

 

O que é Cloud Computing?

Há algumas semanas, conversava com um grande amigo meu Francisco Carlos, o Tico, sobre essa nova tecnologia chamada Cloud Computing. Então, resolvi colocar esse post para compatilhar com todos vocês mais informações sobre esse tema.

Também chamada de computação em nuvem, os arquivos digitais não mais são guardados nos discos rígidos dos computadores ou em servidores próprios. Com esta nova tecnologia eles ficam guardados em servidores remotos, aos quais se tem acesso pela Internet. Assim, não dependem mais da memória do computador e os arquivos estão disponíveis em qualquer lugar, já que as informações não se encontram mais presas a uma só máquina. 

A nuvem já está em formação há anos e já mostrou ser a inovação que vai definir o mundo digital nesta década. Para oferecer os serviços na “nuvem”, as empresas usam enormes data centers, conhecidos como fazenda de servidores, mantidos permanentemente à temperatura de 21 graus. O maior data center da Amazon ocupa um terreno de 65000 metros quadrados, o equivalente ao terminal de passageiros do Aeroporto de Congonhas.

Em termos práticos, a nuvem é a capacidade ociosa de servidores de gigantes, como a Google, Microsoft e mais recentemente Apple, que pode ser emprestada ou vendida a quem quiser usá-la para guardar ou processar seus arquivos digitais e programas de computador. Para as empresas, conservar na nuvem os dados que alimentam seus sistemas significa uma grande economia. Primeiro, não é preciso manter uma bateria de servidores, cuja manutenção custa caro. Segundo, não é necessário comprar licenças que apenas parte dos funcionários vai usar. Terceiro, é possível ter acesso a uma velocidade de processamento alta a custo baixo. É isso que viabiliza iniciativas como o Facebook, criado por estudantes da Harvard em 2004 e hoje a maior rede social da internet.

A Apple entra com certo atraso em um segmento já dominado pela Amazon, pelo Google e pela Microsoft, pioneiros em hospedar bytes e processar programas de consumidores e empresas em suas nuvens, ou seja, em seus servidores. 

Em 2010, a computação em nuvem ficou com apenas 5% do 1,5 trilhão de dólares dos gastos das empresas com tecnologias da informação. O futuro será diferente. Evidentemente, muitas grandes empresas e os governos ainda mantêm desconfiança com relação à nuvem, temendo colocar informações confidenciais em servidores alheios, porém as possibilidades abertas pelo armazenamento e processamento a distância, no entanto, fazem da nuvem o futuro da computação.

Espero ter ajudado!

Fonte: Revista VEJA/2011